Economia

Escrito por Cabugi Sex, 23 de Dezembro de 2011 08:51

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 7 milhões neste sábado

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mega

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.348 da Mega-Sena, sorteadas nesta quinta-feira (22). A Caixa Econômica Federal (CEF) informou que a estimativa de prêmio para o próximo sorteio, a ser realizado neste sábado (24), é de R$ 7 milhões.

Confira os números: 07 – 12 – 38 – 39 – 45 – 56

A Quina vai premiar 89 apostas, com R$ 15.808,64. A Quadra registrou 5.009 apostas certas, e cabe a cada uma delas R$ 401,26 As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer uma das 11 mil lotéricas da Caixa. A aposta mínima é de R$ 2.

Cardoso Silva

   

Escrito por Cabugi Dom, 30 de Outubro de 2011 09:29

Crise na Europa eleva Brasil a sexta economia mundial

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Graças à crise dos países desenvolvidos, neste ano, o Produto Interno Bruto brasileiro medido em dólares deverá ultrapassar o do Reino Unido, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional e das consultorias EIU.


A estimativa mais recente, da EIU, prevê que o PIB do Brasil alcance US$ 2,44 trilhões, ante US$ 2,41 trilhões do PIB britânico. Com isso, o Brasil passará a ocupar a posição de sexta maior economia do mundo. Em 2010, ao deixar a Itália para trás, o país já havia alcançado o sétimo lugar.


Como a economia brasileira cresce em ritmo menor que a de outros emergentes asiáticos, em 2013, o país deverá perder a sexta posição para a Índia. Mas voltará a recuperá-la em 2014, ano da Copa do Mundo, ao ultrapassar a França, segundo a EIU.


Até o fim da década, o PIB brasileiro se tornará maior do que o de qualquer país europeu, de acordo com projeções . Depois de passar Reino Unido e França, a economia brasileira deverá deixar a alemã para trás em 2020.


A tendência de ascensão dos emergentes já era esperada por especialistas há anos, mas tem ganhado velocidade devido à crise global.


Fonte: Folha.com

   

Escrito por Cabugi Qua, 12 de Outubro de 2011 09:02

Sorteio da Mega-Sena é adiado para quinta-feira por causa do feriado

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A Caixa Econômica Federal (CEF) informou que os sorteios dos concursos 1183 da Lotomania, 253 da Timemania e 1327 da Mega-Sena serão sorteados a partir das 20h (horário de Brasília) desta quinta-feira (13). A mudança foi adotada por conta do feriado de Nossa Senhora Aparecida, nesta quarta-feira (12).

O valor estimado para a Mega-Sena é de R$ 38 milhões, segundo a CEF.

O sorteio das loterias será realizado no Caminhão da Sorte, que estará em Chapecó (SC). As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer uma das 11 mil casas lotéricas do país.

Fonte: Dn online

   

Escrito por Cabugi Ter, 11 de Outubro de 2011 07:57

Paraíba continua vendendo gasolina mais barata do país, diz Agência Nacional de Petróleo

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Paraíba continua vendendo gasolina mais barata do país, segundo Agencia Nacional de Petróleo Um levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao período de 25 de setembro a 1 de outubro, constatou que a gasolina mais barata do país continua sendo comercializada na Paraíba. Os dados mostram que o preço do combustível varia de R$ 2,33 a R$ 2,85 e que o preço médio fica em R$ 2,54. Foram pesquisados 123 postos.

Na cola da Paraíba está o Maranhão, cujo preço médio do litro é R$ 2,62. Os estados que vendem a gasolina mais cara são Acre e Rondônia, que registraram preços médios de R$ 3,09 e R$ 2,98 respectivamente.


Etanol: O preço médio do etanol caiu na Paraíba e se fixou em R$ 2,16 nesta semana. Apesar da queda, a gasolina ainda é mais vantajosa para o consumidor paraibano, já que a autonomia do veículo com álcool é 30% menor, para ser vantajosa a sua utilização o preço do litro também precisa ser 30% menor. No cálculo, a diferença fica em 14%. Os estados que comercializam o combustível mais barato continuam sendo São Paulo e Goiás, com R$ 1,86 e R$ 1,88 respectivamente. O Acre teve uma leve queda, mas continua registrando o preço mais alto, com R$ 2,52.

GNV: Nos 16 postos que comercializam Gás Natural Veicular (GNV) na Paraíba, o preço médio ficou em R$ 1,77. São Paulo tem o menor preço: R$ 1,32.

Fonte: Cardoso silva

   

Escrito por Cabugi Sáb, 01 de Outubro de 2011 07:20

Procon registra queda de preços de combustíveis em Natal

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O resultado de uma nova pesquisa de combustíveis em Natal foi divulgado na tarde desta sexta-feira (30). O levantamento foi realizado pelo Procon na última segunda (26). O preço da gasolina sofreu redução média de 0,47% em relação aos preços de quinze dias atrás.

De acordo com a pesquisa, o preço do etanol mantém-se estável (-0,01%), assim como o diesel (+0,02%) e o gás de cozinha. O gás natural veicular –GNV registra ligeira redução de 0,16%.

A pesquisa foi feita junto a cento e vinte e oito (128) postos de combustíveis de Natal e de Nova Parnamirim, dos quais quatro (04) estavam fechados no dia da pesquisa.

Fonte:dnonlinne
   

Escrito por Cabugi Sex, 30 de Setembro de 2011 10:13

Mega-Sena acumulou e poderá pagar R$ 9 milhões neste sábado

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Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas na quarta-feira (28) pela Caixa Econômica  Federal (CEF) no concurso 1.323 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado em São Jerônimo (RS)
De acordo com a Caixa, o prêmio  acumulou e deve chegar a R$ 9 milhões para o próximo sorteio, que será realizado no próximo sábado (1º) de outubro.
Confira as dezenas: 06 – 15 – 25 – 37 – 48 – 55.

A Caixa informou ainda que 58 apostas acertaram a quina e receberão R$ 28.697,23 cada. Outros 5.387 bilhetes acertaram a quadra e receberão prêmio de R$ 441,39 cada um.

Fonte:Cardoso Silva


   

Escrito por Cabugi Qua, 28 de Setembro de 2011 07:26

Aumenta espera para pedir seguro desemprego

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As vagas para outubro e novembro, por exemplo, já foram preenchidas. Atendimento presencial só em dezembro. A peregrinação não termina, porém, na hora do atendimento. É preciso passar por uma triagem e aguardar um mês até o seguro ser liberado. Até lá, o trabalhador não recebe nada.

Segundo Rodney Sivori, quando o agendamento foi implantado na superintendência - no primeiro semestre de 2010 - o trabalhador esperava cerca de dois, três dias por atendimento. Hoje, a espera pode chegar a seis meses, dependendo do caso. Fatores como falta de pessoal, demanda alta e erros cometidos por empregadores na hora de cadastrar funcionários aumentam o tempo de espera e penalizam os trabalhadores.

A legislação prevê que a primeira parcela do seguro-desemprego seja liberada em até 30 dias, "mas isso não tem ocorrido aqui", afirma o chefe do setor de seguro-desemprego da Superintendência Regional do Trabalho no RN. "Este trabalhador, por exemplo, foi dispensado em junho e só vai ser atendido em outubro, ou seja, após quatro meses de espera", relata, retirando um processo em meio a uma pilha na mesa.

DEMANDA EM ALTA

Rodney afirma que o número de desempregados subiu nos últimos meses, aumentando a procura pelo serviço. Dados do Ministério do Trabalho e  Emprego mostram que apenas o número de trabalhadores demitidos sem justa causa subiu 17,24% entre janeiro e agosto de 2011, em relação ao mesmo período de 2010. O número passou de 70.007 para 82.080. Em média, 60 pessoas são atendidas, por dia, no setor de seguro-desemprego na superintendência. O atendimento é feito por dois funcionários, do quadro. "Seriam necessários, pelo menos, 4", calcula o chefe do setor.

Para Rodney Sivori, o problema seria resolvido com a realização de novos concursos. "Mas não há data para isso". O último concurso, relembra, foi realizado em dezembro de 2008. Segundo ele, estagiários e terceirizados não têm acesso as senhas, e por isso, não podem inserir nem corrigir informações no sistema, reformulado recentemente. "Sistema que além de apresentar falhas operacionais, requer pessoal qualificado", afirma. A equipe de reportagem entrou em contato com o Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília, para saber se o ministério tem ciência do que ocorre no RN, se a situação se repete em outros estados, e que soluções estariam a caminho, mas não obteve as respostas até o fechamento da edição.

Além da superintendência, outras instituições prestam o serviço em Natal. A Caixa Econômica Federal é uma delas. Por dia, o banco atende, em média, 60 pessoas. O agendamento foi extinto há dois meses. Agora o atendimento é por ordem de chegada. O banco, porém, ainda atende o 'resíduo' dos outros meses, segundo a assessoria de imprensa.

O que é, e como requerer o seguro desemprego:

Quem tem direito?

Quem tiver sido dispensado sem justa causa; estiver desempregado, quando requerer o benefício; tiver recebido salários consecutivos, no período de 6 meses anteriores à data de demissão; tiver sido empregado de pessoa jurídica, por pelo menos 6 meses nos últimos 3 anos; não possuir renda própria para o seu sustento e de sua família; não estiver recebendo benefício de prestação continuada da Previdência Social, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente.

Quando requerer?

O Trabalhador tem do 7º ao 120º dia após a data da demissão do emprego, para fazer o respectivo requerimento.

Onde requerer?

Na Superintendência Regional do Trabalho, no SINE (Sistema Nacional de Emprego) ou nas agências credenciadas da CAIXA, no caso de trabalhador formal.

Como requerer?

O trabalhador deverá comparecer em um dos postos de atendimento, com os seguintes documentos:

- Comunicação de Dispensa e Requerimento do Seguro-Desemprego;
- Termo de rescisão do Contrato de Trabalho - TRCT;
- Carteira de Trabalho;
- Comprovante de inscrição no PIS/PASEP;
- Documento de levantamento dos depósitos no FGTS ou extrato dos depósitos;
- Carteira de Identidade ou Certidão de Nascimento ou Certidão de Casamento com Protocolo de requerimento da Carteira de Identidade, ou Carteira Nacional de Habilitação - CNH (modelo novo), dentro do prazo de validade, ou Passaporte, ou Certificado de Reservista;
- Cadastro de Pessoa Física - CPF;
- Comprovante dos 2 últimos contracheques ou recibos de pagamento para o trabalhador formal.

Número de parcelas:

Três parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de, no mínimo, seis meses e, no máximo, 11 meses, nos últimos 3 anos;

Quatro parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de, no mínimo, 1 ano e, no máximo, 1 ano e 11 meses, nos últimos 3 anos;

Cinco parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de, no mínimo, 2 anos anos, nos últimos 3 anos.

Processo:

1º Pré-triagem: o trabalhador apresenta a documentação necessária para solicitação do benefício no posto de atendimento;

2º Triagem: o requerimento é analisado, e os dados, conferidos;

3º Pós-Triagem: a documentação do segurado é conferida sempre que uma parcela do seguro é paga. Governo verifica se o segurado continua desempregado.

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Ter, 27 de Setembro de 2011 08:33

Multas do Procon estadual somam R$ 50 milhões

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O Procon estadual aplicou R$ 50,2 milhões em multas entre janeiro e setembro deste ano, um valor  16 vezesmaior que o aplicado entre janeiro e dezembro de 2010 - quando atingiu R$3,1 milhões. Do total esperado em 2011, entretanto, apenas R$ 257 mil já entraram no caixa do Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, para onde os valores recolhidos são direcionados. "A demora se dá porque empresas recorrem e alguns processos vão parar na Procuradoria Geral do Estado, a quem cabe fazer a cobrança judicialmente", explica o órgão. Entre as empresas multadas, estão as operadoras de telefonia, líderes em queixas, segundo Araken Farias, coordenador geral do Procon.

De acordo com dados apresentados por ele, o valor das multas este ano supera em 356% o aplicado nos últimos três anos. Destinado ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, o dinheiro e reinvestido em ações de educação do consumo e aparelhagem de órgãos como Promotoria de Defesa do Consumidor e Procons estadual e municipais.

De acordo com Araken Farias, mais processos foram julgados em menos tempo, elevando o montante. O órgão, que antes julgava os processos de uma mesma empresa separadamente, hoje julga todos de uma única vez. Outras ações serão tomadas para aumentar a eficiência do órgão e reduzir o tempo de espera do consumidor, diz Araken. A partir do próximo mês, quem comprou produtos, principalmente eletroeletrônicos, com defeito ou 'vício' poderá dar entrada no processo no Procon, e não mais no Juizado de Pequenas Causas, como é feito atualmente. O próximo passo, diz Araken, é realizar audiências de conciliação no próprio órgão.

O Procon estadual passou também a entrar em contato com o fornecedor do produto e exigir que a empresa substitua ou devolva o dinheiro do cliente em cinco dias. A estratégia reduziu em 58% o número de audiências de conciliação e fez com que o tempo de espera caísse de 90 para cinco dias. Apesar das mudanças, o órgão ainda sofre com falta de pessoal.

O Procon estadual perdeu cerca de 30 funcionários no início do ano. O governo do estado não renovou o contrato com os estagiários e o órgão acabou com a equipe desfalcada  - 2/3 dos funcionários foi dispensado. Araken diz que as mudanças na gestão 'compensaram' a saída dos estagiários. "No início, tivemos que nos virar nos '30'. Depois enxergamos a necessidade do órgão e nos adaptamos", relata. A sede do órgão, porém, fica lotada em horário de pico.

Atualmente, apenas 13 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte contam com, pelo menos, uma unidade do Procon estadual. O número será ampliado em 2012, quando o estado ganhará mais 15 unidades. O órgão também ganhará uma unidade móvel e uma carreta, que deverá percorrer os municípios que não contam com unidades fixas, registrando queixas e realizando audiências. Em Natal, a unidade da Zona Norte foi transferida para o Shopping Estação, fora da Casa da Cidadania, e na Zona Sul foi transferida para o Shopping Via Direta.

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Qui, 15 de Setembro de 2011 08:43

Receita libera nesta quinta-feira pagamentos do 4° lote do IR

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A Receita Federal começa a pagar nesta quinta-feira (15) o quarto lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2011. De acordo com dados do Fisco, esse lote contém 970 mil contribuintes e pagará R$ 926 milhões em restituições.

A consulta ao quinto lote será divulgada em 17 de outubro. Ao todo, são sete lotes de restituição, entre junho e dezembro de cada ano. As consultas podem ser feitas por meio do site da Receita na internet ou pelo telefone 146.

Lotes de 2011 já pagos
No primeiro lote do IR deste ano, pago no dia 15 de junho, 1,5 milhão de contribuintes foram contemplados. O valor do pagamento foi de R$ 1,9 bilhão. Por conta do Estatuto do Idoso, o primeiro lote contemplou, principalmente, pessoas com mais de 60 anos (1,3 milhão de idosos). Já no segundo lote, pago em junho, foram contemplados 1,64 milhão de pessoas, no valor de R$ 1,9 bilhão em restituições. Em agosto, 1,77 milhão de contribuintes receberam R$ 1,69 bilhão.
A ordem de recebimento das restituições do Imposto de Renda tem por base, além do Estatuto do Idoso, a data de entrega da declaração de ajuste anual. Quem enviou o documento primeiro, sem erros ou omissões, recebe a restituição mais cedo. Neste ano, o prazo foi do início de março até o final de abril. Mais de 24 milhões de pessoas enviaram a declaração em 2011.

Lotes residuais de anos anteriores
Além do lote do quarto lote do IR 2011, a Receita Federal também informou que serão abertas, na próxima sexta-feira, as consultas a lotes residuais (para contribuintes que caíram na malha fina do leão) de anos anteriores.
Para o exercício de 2010, ano-base 2009, serão creditadas restituições para um total de 24.126 contribuintes, totalizando R$ 52,6 milhões, já acrescidos da taxa selic de 15,14%.

Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições para um total de 7.893 contribuintes, totalizando R$ 13,7 milhões, já atualizados pela taxa selic de 23,60%.
Já para o lote residual de 2008, serão creditadas restituições para um total de 3.228 contribuintes, totalizando R$ 7,5 milhões, já atualizados pela taxa selic de 35,67%.

Fonte:Blog Cardoso Silva
   

Escrito por Cabugi Qua, 14 de Setembro de 2011 07:39

Vendas do varejo abrem semestre com alta de 6,2%

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Depois de encerrar o semestre com incremento de vendas de 7,5%, o comércio potiguar emplacou em julho, alta de 6,2% no chamado "Varejista Ampliado", que inclui os setores de materiais de construção e automóveis. Com isso, a média do ano caiu um pouco, e ficou em 7%, sempre na comparação com o mesmo período de 2010. No caso do "Comércio Varejista" (que exclui materiais de construção e automóveis), o aumento do mês de julho foi de 6,9%. O incremento do sétimo mês de 2011 foi bem menor do que aquele registrado em julho de 2010, sobre julho de 2009. Naquele ano, o aumento nas vendas foi de incríveis 14,2%, reflexo sobretudo do péssimo desempenho que havia sido registrado em 2009, no auge da crise internacional. Os dados são do IBGE e foram divulgados ontem.

O índice potiguar ficou abaixo da média nacional (7,7%) e em quinto lugar na região Nordeste (atrás de Ceará, Bahia, Maranhão e Pernambuco). O desempenho aquém do esperado é explicado pelo presidente do Sistema Fecomercio RN com dois fatores.

"Primeiro é importante ressaltar que o mês de julho de 2010 teve uma alta expressiva, já que retratava uma comparação com  auge da crise internacional de 2009. Por isso, a simples comparação com ele já deixa o indicador deste ano em desvantagem. Note-se ainda que em julho de 2010, nós havíamos crescido bem acima das médias nacional (10,4%) e nordestina (9,5%).

O Segundo motivo é que este ano, o movimento turístico tradicional de julho foi baixo no estado. Isso naturalmente impacta nas vendas. Os cenários nacional - com cortes na oferta de crédito - e mundial - com a crise norte-americana semeando incertezas - também deram suas contribuições para o quadro que agora é ratificado pelo IBGE", afirma Queiroz.

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Seg, 12 de Setembro de 2011 07:58

"Queremos ir para o interior do RN"

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O Grupo Pão de Açúcar, líder de mercado no varejo brasileiro, quer abrir novas lojas no Rio Grande do Norte, inclusive no interior, e está disposto a investir "uma soma considerável na expansão". Além de todos os municípios da região metropolitana, o Grupo - principal concorrente do Walmart e Carrefour (os dois presentes no RN) - sonda dois municípios no interior do Estado. O retorno é garantido. As vendas no RN crescem acima de 10%. "A média no Nordeste e no país varia entre 7 e 8%", justifica Luís Carlos Araújo, diretor comercial do Pão de Açúcar. Ele esteve na reinauguração de uma das duas lojas do Grupo em Natal - o Extra Midway - e revelou que os R$5 milhões investidos na reforma são apenas uma pequena parte do que será investido no Estado até 2014. Além de lojas, o Pão de Açúcar quer instalar postos de combustíveis nos hipermercados para atender os consumidores "em todos os seus momentos de compra". O preço do combustível, garante, seria até 10% mais baixo que o praticado em postos convencionais, como ocorre em Estados onde o Grupo atua neste segmento. Proibido de comentar a polêmica tentativa de fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour, que envolveu até o governo federal na figura do BNDES, Luís Carlos falou do peso que a fusão entre Walmart e Carrefour, principais concorrentes do Pão de Açúcar, traria ao Grupo brasileiro. "Esse é um movimento inevitável". Confira os principais trechos da entrevista:

O Extra, uma das cinco bandeiras do Grupo Pão de Açúcar, acaba de reinaugurar uma das duas lojas em Natal. Há planos de expansão para o RN?

Estamos investindo, porque acreditamos no Rio Grande do Norte. Queremos trazer outros formatos de loja para o estado. A região comporta bem  outros formatos. Já temos prospectado alguns terrenos para isso. Não só na região metropolitana, mas também no interior. Estamos presentes em oito dos nove estados nordestinos. Nesses estados, atuamos nas capitais. Mas tínhamos um projeto antigo de entrar no interior. A inauguração de uma unidade em Campina Grande é o primeiro passo. Queremos ir para o interior do RN. Só não divulgamos quais são essas cidades para evitar especulação imobiliária. Operamos dois hipermercados no RN e temos tido resultados satisfatórios.

Que bandeiras seriam essas?

No formato de hipermercado, trabalhamos com a bandeira Extra; No supermercado, trabalhamos com duas bandeiras: Extra e Pão de Açúcar. Não está descartada nenhuma dessas duas bandeiras. E no formato atacarejo, misto de atacado com varejo, temos a bandeira Assaí. Podemos trazer estas três bandeiras: Extra, Pão de Açúcar e Assaí.

Em que espaço de tempo esses planos virarão realidade?

De 2012 a 2014. O investimento exige um período de maturação grande. Inclui desde a decisão do investimento à construção da loja.

O grupo não divulga o nome das cidades que poderão receber o investimento no Estado. Você poderia dizer ao menos quantas são?

Além da Região Metropolitana (que abrange oito municípios, entre eles Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim - mais próximos de Natal), mais duas cidades no interior.

Quantas lojas podem ser abertas no RN?

Nós não temos este número. Depende muito do terreno, que transforma a intenção de investimentos em execução de projetos. Depois a gente vai detalhando a quantidade.

Nem o número da região nem do país?

Temos o valor de investimento já aprovado para 2012 de R$ 800 milhões com abertura de novas unidades, reforma, conversões, melhoria de sistemas e processos.

Desses R$800 milhões, quanto será aplicado no Nordeste?

O investimento é forte, mas não sabemos precisar quanto.

Há menos de seis meses, o grupo Walmart e o Uvifrios Atacadista inauguraram duas unidades de atacarejo. O Pão de Açúcar quer abrir uma unidade no mesmo segmento no RN. Como você avalia o mercado potiguar? Há espaço para tantas unidades?

Tem espaço para todo mundo. As duas lojas que temos aqui tem apresentado um bom resultado. Um bom crescimento nas vendas. O investimento nesta loja mostra isso. No plano de investimento da Companhia neste triênio, o Nordeste é prioridade. O Nordeste vai receber um adicional de investimento acima do que recebia nos anos anteriores e mais do que todas as outras regiões.

Como o senhor avalia a concorrência? Sabemos que ela tem um lado positivo para os consumidores, porque barateia os preços, mas ela tem um lado positivo para as empresas?

A concorrência é sempre positiva seja para o consumidor seja para o empreendedor. Porque faz com que a gente não fique na zona de conforto. Faz com que a gente busque eficiência, ganhe produtividade e dispute este consumidor.

Você me disse que o Grupo está tendo um bom resultado no RN. Que números sustentam esta colocação?

Crescemos sempre acima de 10% no estado. Crescimento acima da média do Nordeste e do Brasil.

Qual a média do Nordeste e nacional?

A média gira em torno de 7% ou 8%.

Isto se repete em outros Estados ou ocorre apenas no RN?

O RN tem experimentado um crescimento maior que outros estados.

A que se deve isso, na sua opinião?

O Rio Grande do Norte tem mostrado um grande potencial entre todos os estados do Nordeste. A Grande Natal é uma região muito viva, com mais de 800 mil habitantes. O Brasil, como um todo, vive um momento muito bom, sendo destaque no mundo. E o Nordeste é destaque no País.

Isto justifica a atração dos outros grupos e a quantidade de investimentos realizados nos últimos anos?

Isto justifica nosso investimento nesta loja e os planos da Companhia para o Nordeste como um todo e para o Rio Grande do Norte.

O RN está vivendo um crescimento muito grande, devido à Copa, à construção dos parques eólicos e do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Tudo isso foi considerado no plano de expansão do grupo no Estado?

A empresa vislumbra tudo isso no seu planejamento. Como está a economia, qual seu potencial, como o estado é atendido em termos de varejo. Tudo isso é levado em consideração e nós elaboramos um ranking com as cidades e estados com possibilidade de investimento.

O Rio Grande do Norte vai receber uma boa soma...

Sim.

Mais do que outros Estados nordestinos?

No RN, temos apenas duas lojas.

Mudando um pouco de assunto... A atual 'Lei dos Postos', que proíbe a instalação de postos de combustíveis em supermercados e hipermercados em Natal, está sendo analisada. O Grupo Pão de Açúcar já atua neste segmento. Tem interesse em operar postos no RN?

A proposta da bandeira Extra é atender o consumidor em todos os seus momentos de compra. No Nordeste, operamos postos de combustíveis em Pernambuco, Alagoas e na Paraíba. Assim que tudo for regulamentado aqui, nós pretendemos trazer este formato de loja para cá. Para o consumidor, isso é positivo porque o hipermercado consegue, com seu poder de negociação, vender combustível por um preço mais acessível.

O grupo consegue vender combustível mais barato que os postos tradicionais nos Estados onde atuam?

Na média sim.

Quanto mais barato?

Entre 5% e 10%.

O Grupo Walmart, concorrente do Pão de Açúcar, abriu uma unidade há menos de quatro meses em Parnamirim. No início faltavam vagas no estacionamento tamanha procura por parte do movimento. Agora sobram vagas. O que o Pão de Açúcar está fazendo para que isso não aconteça?

No Extra, temos como lema o mais barato mais barato. A nossa competição é muito forte. A gente tem um calendário promocional que abrange todos os dias da semana. Temos ofertas de segunda a domingo, mais fortemente na terça e na quarta. Temos ofertas de final de semana. Somos agressivos todo o momento.

A localização deve ser um fator importante para o sucesso do negócio. O que vocês consideram antes de comprar um terreno ou escolher a área onde construirão uma loja?

Para o nosso ramo, a localização ainda tem muito peso. São várias razões que fazem com que o consumidor decida o local onde fará suas compras, preço, promoção, atendimento, qualidade. Tudo isso é muito importante. Só que a localização ainda é o ponto fundamental, porque o consumidor busca  comodidade e proximidade. Por isso, antes da definição do terreno, são feitos vários estudos. Tudo isso para você errar o mínimo possível na escolha do ponto. Porque se você errar na escolha do ponto, não tem como mudar a loja. Não tem como colocar num caminhão e levar para outra área.

O senhor não pode falar sobre a tentativa de fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour, então vamos falar da tentativa de fusão do Carrefour com o Walmart, os dois maiores concorrentes do Pão de Açúcar. Que peso esta fusão teria na operação do Pão de Açúcar? Vocês são líder, mas se eles se unirem, vocês ficam para trás.

Não dá para a gente falar de intenção de outras empresas. O que posso dizer de um modo geral é que o varejo no Brasil ainda é pouco concentrado. Fora do País, na Europa, principalmente, os três principais concorrentes tem cerca de 70 a 80% do mercado. Aqui no Brasil, quando você junta os três principais concedita muito na economia do País. E tem investido muito fortemente nos últimos anos. A empresa tem mantido seu nível de investimento, seja através de fusão ou crescimento orgânico da Companhia. Está aprovado nosso planejamento estratégico.

Se Carrefour e Walmart se fundirem vai pesar?

Isto é normal. Acho que não só a gente como nossos concorrentes procuram oportunidades de melhorias. Esse é um movimento inevitável.

Se unindo ou não, o Pão de Açúcar continuará investindo...

Com certeza. A proposta da empresa sempre foi essa. Uma empresa genuinamente brasileira (administrada também por uma companhia francesa, o Casino). Que acredita muito na economia do País. E tem investido muito fortemente nos últimos anos. A empresa tem mantido seu nível de investimento, seja através de fusão ou crescimento orgânico da Companhia. Está aprovado nosso planejamento estratégico.

Se os concorrentes ficarem mais fortes, vocês vão ter que correr atrás do prejuízo? É isso?

Com certeza.

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Sáb, 10 de Setembro de 2011 08:48

Governadora confirma aumento salarial dos professores para este mês

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A governadora Rosalba Ciarlini assegurou nesta sexta-feira, 9, em Mossoró, que os salários dos professores da rede estadual de ensino sairão com aumento, em setembro. “A primeira parcela dos 34% do acordo feito com a classe virá nos salários deste mês”.

Com relação às outras categorias do funcionalismo público, Rosalba disse que o governo continua aberto às negociações. “Vamos sentar à mesa de negociação para encontrarmos os percentuais”, adiantou a governadora.

Rosalba voltou a fazer apelo aos professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) para que retornem às salas de aula. “Queremos apoiar a Universidade e espero que os professores tenham essa compreensão”, reforçou.

Fonte:Diário de Natal
   

Escrito por Cabugi Sáb, 10 de Setembro de 2011 08:41

MP ajuíza ação contra a lei dos postos

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Caberá ao desembargador Dilermando Mota Pereira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), decidir se os supermercados e hipermercados da capital do Estado podem vender combustíveis. Na próxima semana, o magistrado deverá julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada ontem pelo Ministério Público Estadual contra a Lei Municipal número 4.968/98, de autoria do vereador Enildo Alves, que proíbe a instalação de postos de gasolina nesse tipo de estabelecimento. A decisão do desembargador pode pôr fim a uma discussão que começou na Câmara de Vereadores de Natal há mais de um ano e teve o último episódio registrado no dia 1º de setembro, com a derrubada de um projeto de lei que liberaria o mercado de combustíveis para o setor supermercadista.

A ADI ajuizada ontem pela Procuradora Geral de Justiça Adjunta Mildred Medeiros de Lucena, quer tornar sem efeito uma lei promulgada em 1998 que impede a instalação de postos nos supermercados e hipermercados de Natal. A ação da Procuradora é uma resposta à representação da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor da Comarca de Natal. Para Mildred de Lucena, "no sistema capitalista, a livre concorrência funciona como uma forma de maximizar o bem-estar social, já que aumenta a eficiência produtiva e a capacidade desenvolver inovações tecnológicas com os mesmos preços, facilitando, assim, o acesso dos consumidores aos diversos bens e serviços oferecidos no mercado".

A Procuradora alega ainda que os  supermercados, hipermercados e até "shoppings centers" são empreendimentos que oferecem os mais diversos tipos de produtos e serviços e "não há nenhuma incompatibilidade com o funcionamento de postos de combustíveis em suas dependências", escreve na ADI.

A Ação chegou ao TJRN no final da tarde de ontem e, por sorteio, foi designada ao desembargador Dilermando Mota Pereira. De acordo com a assessoria de comunicação do órgão, o magistrado deverá analisar o processo de número 2011.011108-4 neste fim de semana e uma liminar deverá ser expedida na próxima semana.

Para o Ministério Público, alguns artigos da Lei 4.968/98 são inconstitucionais por ofenderem princípios da livre concorrência. "Esses dispositivos padecem do vício da inconstitucionalidade, por ofensa aos princípios da livre concorrência, da democracia econômica e da proporcionalidade, bem como pela incompatibilidade com as mormas que regem a política nacional das relações de consumo e a competência suplementar dos Municípios", escreve , na ADI, a Procuradora Mildred.

O Ministério Público registra ainda que, "ao consagrar o princípio da livre concorrência, a ordem constitucional assegura a todos a oportunidade de desenvolver quaisquer atividades econômicas sem interferência do Estado. Não é lícito ao Estado intervir nas questões relacionadas à legítima disputa das empresas por mercados, como é o caso dos preços de produtos e serviços e respectivos locais de venda, ressalvadas situações em que há interesse social na adoção de certas medidas restritivas, como nas hipóteses de concorrência desleal e prática de preços abusivos, por exemplo".

Um estudo da Secretaria de Direito Econômico (SDE), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, que respalda a ação proposta pelo Ministério Público aponta que os preços praticados em postos instalados em supermercados e hipermercados chegam a ser 7% mais baixos que nos postos convencionais.

Ação reacende debate sobre livre concorrência

A ADI proposta pelo Ministério Público gerou uma nova esperança para aqueles que defendem a venda de combustíveis nos supermercados e hipermercados de Natal. É o caso do vereador Raniere Barbosa (PRB), autor do projeto de lei derrubado semana passada que instituiria nova disciplina da matéria. "A expectativa é a de que o TJRN julgue procedente o pedido do Ministério Público e a lei de 1998 passe a não ter mais valor. O consumidor necessita da livre concorrência. Vamos torcer para que a ADI seja aprovada", disse.

Já o vereador Ney Lopes Júnior (DEM), que votou contrário à chamada "Lei dos Postos", preferiu não comentar sobre o assunto. "Não tem como fazermos uma avaliação sem saber qual a decisão do desembargador. Prefiro aguardar pela decisão do TJ", pondera.

O presidente em exercício do Sindicatos do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos/RN), Antônio Cardoso Sales, afirma que a venda de combustíveis em supermercados e hipermercados precisa ser bem avaliada. "A ideia de que a venda de combustíveis em supermercados e hipermercados seria boa para o consumidor é hipotética e não se mostra verdadeira na prática. Basta que se olhe para as cidades onde esse modelo já existe. No curto prazo , a redução pode até acontecer, mas no médio e longo prazo o que se vê é outra coisa", afirma.

Independente da decisão do desembargador Dilermando Mota Pereira, os vereadores favoráveis a "Lei dos Postos", já confirmaram que vão reapresentar a matéria no próximo ano. "Quero ver quem vai ser contra o consumidor em ano de eleição", disse o vereador Júlio Protásio  (PSB).

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Sex, 09 de Setembro de 2011 07:36

Concessionária será livre para fixar tarifas a partir de 2016

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Brasília - A partir do dia 1º de janeiro de 2016 a concessionária de telefonia Embratel poderá fixar livremente as tarifas para ligações fixas internacionais. O regime de liberdade tarifária no serviço de telefonia fixa na modalidade Longa Distância Internacional (LDI) foi aprovado ontem pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As novas regras valem apenas para o serviço de telefonia fixa prestado em regime público, portanto, a medida só vai valer para a Embratel, que é única concessionária da modalidade LDI. A liberdade tarifária não atinge as chamadas telefônicas locais, nem de longa distância nacional (interurbanos) que permanecem sob o regime de controle tarifário atual.

Segundo a Anatel, o mercado de telefonia fixa de longa distância internacional está em um patamar competitivo o suficiente para iniciar a implantação de um regime de liberdade tarifária neste tipo de chamadas, conforme permitido pela lei que trata da organização dos serviços de telecomunicações. Haverá uma fase de transição até 31 de dezembro de 2015, em que a concessionária deverá encaminhar à Anatel as propostas de estruturas tarifárias para comprovar que elas estão de acordo com a norma. A medida tem como finalidade preservar, no mínimo, as condições atuais de preço, diz a Anatel. Entre os benefícios esperados está a possibilidade de a concessionária oferecer preços melhores nestas chamadas por meio da oferta de planos de serviço mais flexíveis, de acordo com a demanda de mercado. "Dessa forma, propicia-se um aumento no grau de competitividade entre as empresas que oferecem esse serviço", informou a Anatel, em nota.

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Ter, 06 de Setembro de 2011 09:06

Comércio abrirá cerca de 3 mil vagas em Natal, até o fim do ano

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O comércio deve abrir cerca de 3 mil vagas temporárias entre outubro e dezembro no Rio Grande do Norte. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) ainda não tem o número exato, mas acredita que "deverá ficar muito perto do registrado em 2009", quando o setor contratou 3.071 pessoas. Weslley Oliveira, 22, vende e entrega salgados. Trabalha para a família e nunca teve a carteira assinada. Ele é um dos potiguares de olho nas vagas. "Pode ser em qualquer área", diz.

A Secretaria estadual do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social estima que, pelo menos, 200 mil jovens como Weslley estejam fora do mercado de trabalho. O agravante é a falta de qualificação, um problema comentado ontem pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e que poderá ser reduzido no estado com a ajuda de um convênio que ele assinou com o governo, para capacitar 8 mil jovens no Rio Grande do Norte.

A qualificação é pré-requisito cada vez mais forte para conseguir uma vaga no mercado. E deverá se manter entre os pré-requisitos de setores como o comércio, por exemplo, que geralmente abrem mais vagas no final do ano. O Midway Mall é um dos estabelecimentos que vai absorver mais trabalhadores. Vai contratar 420 pessoas. A maioria para o cargo de vendedor. Deste total, pelo menos 100 serão efetivadas ao final do contrato, que dura 90 dias. Porém, para abocanhar uma vaga, o candidato deve ter, no mínimo, 18 anos, ensino médio completo, curso de informática e perfil para trabalhar num shopping. O número de vagas abertas é 10,5% maior que o registrado em 2010, quando foram contratadas 380 pessoas. O incremento, segundo Edmilson Teixeira, presidente da Associação dos Lojistas do Midway, se deve a abertura de mais oito lojas no shopping.

Além de vendedor, há vagas para operadores de caixa, gerentes, estoquistas. Edmilson, da Donna Casa, por exemplo, vai contratar um gerente, três vendedores e dois operadores de caixa. Ele já iniciou a fase das entrevistas. Os outros shoppings ainda não fecharam o número de vagas temporárias que serão criadas até dezembro.

Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), entre as funções mais procuradas neste período estão: balconistas, fiscais de lojas,  empacotadores, repositores, estoquistas e caixas. A remuneração, em 2010,  oscilava entre R$ 700 e R$ 2 mil, conforme a função e o volume de vendas da loja.

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assinou ontem um termo de cooperação com o governo do estado, formalizando um convênio para a qualificação de oito mil jovens, dentro do Projovem Trabalhador. O programa atenderá, num primeiro momento, potiguares com idade entre 18 e 29 anos, moradores de 35 cidades (cujos nomes não foram divulgados), com renda familiar mensal de até R$1 mil por mês. Durante o curso, os alunos receberão uma bolsa-estudo de R$100. O convênio, incluindo o valor das bolsas, custará R$14 milhões - 90% do recurso sairá do bolso do governo federal. O recurso, esclarece Lupi, já está na conta.

Em contrapartida, o governo estadual terá de articular a inserção de, pelo menos, 30% dos jovens capacitados (2.400) no mercado de trabalho. Eles não poderão ser empregados em órgãos estaduais. Apenas em empresas privadas. Os cursos, segundo o secretário do Trabalho, Habitação e Assistência Social, Luiz Eduardo Carneiro, podem começar ainda este ano. Segundo assessoria de imprensa da Secretaria, falta definir que cursos serão oferecidos e que instituições fornecerão os cursos. Segundo a governadora Rosalba Ciarlini, os cursos atenderão as demandas do estado e serão selecionados de acordo com as vocações do Rio Grande do Norte. Ela citou os setores de energias renováveis (eólica), turismo e aeroportuário, que ganhará novo impulso com a operacionalização do aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

O RN é um dos primeiros estados brasileiros a assinar o termo de cooperação com o MTE, segundo o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, que deixou de participar da inauguração de uma agência do INSS em São Paulo para acompanhar o ministro Carlos Lupi em agenda no RN. "Nossa tarefa, porém, não acaba com a assinatura deste convênio", ressaltou Luiz Eduardo Carneiro, da Sethas. Lupi, atual ministro de Trabalho e Emprego, foi jornaleiro  e 'arrimo' de família (quem provê o sustento da casa) aos 13 anos. "Sou fruto de oportunidades como essa", disse.

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Seg, 05 de Setembro de 2011 07:58

Hotelaria se movimenta, de olho na Copa

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Renato Oliveira tem um motivo a mais para torcer na Copa. Dono de uma pousada e de um restaurante em Pirangi, torce para que o movimento de hóspedes aumente durante o mundial. Ele sabe que precisa correr para viabilizar todos os projetos até 2014 e já investiu R$80 mil no negócio. "Pretendo dobrar o número de quartos (de 20 para 40) e mais do que duplicar o número de funcionários (de 14 para, no mínimo, 28 pessoas)", afirma.  Henrique da Costa Júnior é dono do Albergue da Costa, em Ponta Negra, e também vai ampliar seu negócio. Ele planeja investir R$100 mil nos próximos três anos. Investimentos que não entram nos cálculos das grandes entidades, mas que movimentam a economia e preparam a hotelaria para a Copa de 2014.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio Grande do Norte (ABIH/RN), 11 hotéis serão construídos ou ampliados na Grande Natal até  2014. Novos projetos ainda podem surgir até lá. Ainda de acordo com a ABIH/RN, o setor deverá receber R$350 milhões em investimento nos próximos três anos. O valor investido, entretanto, pode ser bem maior. Isso porque o cálculo não leva em consideração os pequenos meios de hospedagem, como as pousadas administradas por Renato e Henrique.    

Leitos

Com os novos hotéis, a região metropolitana de Natal deve ganhar mais seis mil leitos nos próximos três anos (dois mil por ano). A capital já dispõe de 27 mil, número suficiente para atender a demanda da Fifa (Federação Internacional de Futebol), segundo Habib Chalita, presidente da ABIH/RN. Essa é a quarta maior oferta de leitos entre as 12 cidades-sede. Natal fica atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.    

Francisco Soares Júnior, ex-coordenador do Prodetur/RN (Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste), ex-subsecretário estadual de Turismo, ex-secretário municipal de Turismo e atual consultor na área, faz uma ressalva: dos 27 mil leitos, apenas cinco mil atendem as exigências da Fifa. Para alcançar a meta da Federação, seriam necessários mais seis mil, número que será atingido com a viabilização dos 11 projetos.

Segundo levantamento mais recente da BSH Travel Research, braço estatístico da consultoria BSH Internacional, o Brasil deve ganhar 198 novos hotéis nos próximos três anos, totalizando um investimento de R$ 7,3 bilhões. O Nordeste é líder em volume de investimentos. Com 77% de seus projetos em resorts, a região irá receber R$4,1 bilhões - mais da metade dos recursos previstos para o País. O número de hotéis previstos até 2014 é 28% maior do que o projetado no período de 2008 a 2011 pela BSH. Segundo a consultoria, é para as cidades-sede do Mundial que está indo a maioria dos investimentos.

Para Fernando Bezerril, ex-secretário de Turismo de Natal,  a hora de investir é agora. Os bancos, afirma, estão praticando juros mais baixos e prazos mais longos para quem quer construir com vistas a Copa do Mundo. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), por exemplo, aprovou quatro empreendimentos (três no Rio de Janeiro e um em São Paulo) e liberou R$211 milhões. Atualmente, analisa projetos na ordem de R$137,5 milhões em todo o Brasil - sendo que R$57,2 milhões estão previstos para Nordeste. O BNB (Banco do Nordeste), por sua vez, criou uma linha de crédito   para a Copa: a Proatur Copa, lançada em março de 2010, que destina recurso para rede hoteleira. O banco tem R$312 milhões disponíveis para o Nordeste e já financiou R$4 milhões no Rio Grande do Norte.

Segundo Daniela Tinôco, gestora de Projetos de Turismo do Sebrae RN, nem todos os empresários, porém, despertaram para a necessidade de investir nos meios de hospedagem. O alemão Daniel Grippo não quer ser incluído nesta lista. Dono de uma pousada em Maracajaú, ele também planeja investir no negócio. "O pessoal ainda não acordou e quando acordar, estarei bem na frente".

Só construir não basta;  é preciso investir também em pessoal

Para Daniela Tinôco, gestora de Projetos de Turismo do Sebrae/RN, construir novos hotéis não é tudo. É preciso capacitar mão de obra, e mais do que isso, qualificar os gestores dos meios de hospedagem. A capacitação deve ser constante. O mercado, afirma Daniela, está muito exigente. "Quem não se capacitar, vai ficar para trás", afirma. Vários projetos estão sendo desenvolvidos neste sentido. O Ministério do Turismo, através do Programa Bem Receber Copa, por exemplo, pretende qualificar 306 mil profissionais até 2013, em parceria com entidades do Conselho Nacional do Turismo, em 65 destinos turísticos e 12 cidades-sede da Copa.

O Sebrae, em parceria com instituições como ABIH e IBH, também capacita pequenos meios de hospedagem. O Prodetur, por sua vez, investiu mais de R$12 milhões na capacitação do setor turístico em três anos. Cerca de cinco mil pessoas foram qualificadas no RN dentro do programa. Não são, entretanto, apenas as entidades que investem em capacitação da mão de obra. Muitos empresários também estão qualificando suas equipes. Abdon Gosson, do Best Western Majestic Premier, por exemplo, enviou os funcionários recém-contratados para um curso em São Paulo. Renato Oliveira, da Pousada do Cajueiro, já planeja matricular os funcionários num curso de idiomas. Estes investimentos, na ótica de Francisco Soares Júnior, são apenas uma parte dos preparativos da hotelaria para a Copa.

Praias urbanas concentrarão parte dos investimentos

Dos 11 projetos que figuram na lista da ABIH/RN, pelo menos três estão previstos para a Via Costeira. Dos três, um já recebeu o alvará de construção. O hotel, do grupo que administra o 'Parque da Costeira', será erguido entre os hotéis Ocean Palace e Serhs. Os outros dois, um do Grupo Tambaqui - com hotéis em Maceió e Fortaleza - e um do espanhol Martin Ferro, aguardam a liberação das licenças definitivas.

Há projetos em fase de construção e fora da Via Costeira. O hotel Best Wester Majestic Premier, é um deles. Ele deverá ser inaugurado até novembro de 2011. O empreendimento, que está sendo erguido em Ponta Negra, faz parte da Best Western, uma das maiores redes de hotéis do mundo (a rede tem 4 mil hotéis e está presente em 90 países). O hotel foi projetado para atender a demanda durante e depois da Copa, afirma Abdon Gosson, diretor. "Espero um incremento no turismo esportivo,  de sol e mar e de negócios após a Copa", afirma o executivo.

Arena

A Best Western não é a única grande rede a desembarcar em Natal. A rede Accor, também presente em 90 países e com mais de 4,2 mil hotéis, está construindo um hotel da bandeira Ibis em frente a futura Arena das Dunas. As obras já começaram.

Os brasileiros, porém, trazem cartas na manga. O hotel Reis Magos, envolvido em uma pendência judicial que já durava quase dez anos, recebeu sinal verde para restauração. Prefeitura e Pernambuco S/A entraram em acordo há pouco mais de dois meses. O novo projeto para o hotel, que deve manter as mesmas linhas arquitetônicas e o nome, já foi encaminhado para o BNDES e aguarda aprovação, segundo Artur Percínio, diretor da Pernambuco S/A. "Nosso hotel é para Copa", afirma. O hotel BRA, também envolvido numa pendência judicial, aguarda o desfecho para o caso ainda este ano.

Fonte:Tribuna do NorteHotelaria se movimenta, de olho na Copa

Renato Oliveira tem um motivo a mais para torcer na Copa. Dono de uma pousada e de um restaurante em Pirangi, torce para que o movimento de hóspedes aumente durante o mundial. Ele sabe que precisa correr para viabilizar todos os projetos até 2014 e já investiu R$80 mil no negócio. "Pretendo dobrar o número de quartos (de 20 para 40) e mais do que duplicar o número de funcionários (de 14 para, no mínimo, 28 pessoas)", afirma.  Henrique da Costa Júnior é dono do Albergue da Costa, em Ponta Negra, e também vai ampliar seu negócio. Ele planeja investir R$100 mil nos próximos três anos. Investimentos que não entram nos cálculos das grandes entidades, mas que movimentam a economia e preparam a hotelaria para a Copa de 2014.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio Grande do Norte (ABIH/RN), 11 hotéis serão construídos ou ampliados na Grande Natal até  2014. Novos projetos ainda podem surgir até lá. Ainda de acordo com a ABIH/RN, o setor deverá receber R$350 milhões em investimento nos próximos três anos. O valor investido, entretanto, pode ser bem maior. Isso porque o cálculo não leva em consideração os pequenos meios de hospedagem, como as pousadas administradas por Renato e Henrique.    

Leitos

Com os novos hotéis, a região metropolitana de Natal deve ganhar mais seis mil leitos nos próximos três anos (dois mil por ano). A capital já dispõe de 27 mil, número suficiente para atender a demanda da Fifa (Federação Internacional de Futebol), segundo Habib Chalita, presidente da ABIH/RN. Essa é a quarta maior oferta de leitos entre as 12 cidades-sede. Natal fica atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.    

Francisco Soares Júnior, ex-coordenador do Prodetur/RN (Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste), ex-subsecretário estadual de Turismo, ex-secretário municipal de Turismo e atual consultor na área, faz uma ressalva: dos 27 mil leitos, apenas cinco mil atendem as exigências da Fifa. Para alcançar a meta da Federação, seriam necessários mais seis mil, número que será atingido com a viabilização dos 11 projetos.

Segundo levantamento mais recente da BSH Travel Research, braço estatístico da consultoria BSH Internacional, o Brasil deve ganhar 198 novos hotéis nos próximos três anos, totalizando um investimento de R$ 7,3 bilhões. O Nordeste é líder em volume de investimentos. Com 77% de seus projetos em resorts, a região irá receber R$4,1 bilhões - mais da metade dos recursos previstos para o País. O número de hotéis previstos até 2014 é 28% maior do que o projetado no período de 2008 a 2011 pela BSH. Segundo a consultoria, é para as cidades-sede do Mundial que está indo a maioria dos investimentos.

Para Fernando Bezerril, ex-secretário de Turismo de Natal,  a hora de investir é agora. Os bancos, afirma, estão praticando juros mais baixos e prazos mais longos para quem quer construir com vistas a Copa do Mundo. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), por exemplo, aprovou quatro empreendimentos (três no Rio de Janeiro e um em São Paulo) e liberou R$211 milhões. Atualmente, analisa projetos na ordem de R$137,5 milhões em todo o Brasil - sendo que R$57,2 milhões estão previstos para Nordeste. O BNB (Banco do Nordeste), por sua vez, criou uma linha de crédito   para a Copa: a Proatur Copa, lançada em março de 2010, que destina recurso para rede hoteleira. O banco tem R$312 milhões disponíveis para o Nordeste e já financiou R$4 milhões no Rio Grande do Norte.

Segundo Daniela Tinôco, gestora de Projetos de Turismo do Sebrae RN, nem todos os empresários, porém, despertaram para a necessidade de investir nos meios de hospedagem. O alemão Daniel Grippo não quer ser incluído nesta lista. Dono de uma pousada em Maracajaú, ele também planeja investir no negócio. "O pessoal ainda não acordou e quando acordar, estarei bem na frente".

Só construir não basta;  é preciso investir também em pessoal

Para Daniela Tinôco, gestora de Projetos de Turismo do Sebrae/RN, construir novos hotéis não é tudo. É preciso capacitar mão de obra, e mais do que isso, qualificar os gestores dos meios de hospedagem. A capacitação deve ser constante. O mercado, afirma Daniela, está muito exigente. "Quem não se capacitar, vai ficar para trás", afirma. Vários projetos estão sendo desenvolvidos neste sentido. O Ministério do Turismo, através do Programa Bem Receber Copa, por exemplo, pretende qualificar 306 mil profissionais até 2013, em parceria com entidades do Conselho Nacional do Turismo, em 65 destinos turísticos e 12 cidades-sede da Copa.

O Sebrae, em parceria com instituições como ABIH e IBH, também capacita pequenos meios de hospedagem. O Prodetur, por sua vez, investiu mais de R$12 milhões na capacitação do setor turístico em três anos. Cerca de cinco mil pessoas foram qualificadas no RN dentro do programa. Não são, entretanto, apenas as entidades que investem em capacitação da mão de obra. Muitos empresários também estão qualificando suas equipes. Abdon Gosson, do Best Western Majestic Premier, por exemplo, enviou os funcionários recém-contratados para um curso em São Paulo. Renato Oliveira, da Pousada do Cajueiro, já planeja matricular os funcionários num curso de idiomas. Estes investimentos, na ótica de Francisco Soares Júnior, são apenas uma parte dos preparativos da hotelaria para a Copa.

Praias urbanas concentrarão parte dos investimentos

Dos 11 projetos que figuram na lista da ABIH/RN, pelo menos três estão previstos para a Via Costeira. Dos três, um já recebeu o alvará de construção. O hotel, do grupo que administra o 'Parque da Costeira', será erguido entre os hotéis Ocean Palace e Serhs. Os outros dois, um do Grupo Tambaqui - com hotéis em Maceió e Fortaleza - e um do espanhol Martin Ferro, aguardam a liberação das licenças definitivas.

Há projetos em fase de construção e fora da Via Costeira. O hotel Best Wester Majestic Premier, é um deles. Ele deverá ser inaugurado até novembro de 2011. O empreendimento, que está sendo erguido em Ponta Negra, faz parte da Best Western, uma das maiores redes de hotéis do mundo (a rede tem 4 mil hotéis e está presente em 90 países). O hotel foi projetado para atender a demanda durante e depois da Copa, afirma Abdon Gosson, diretor. "Espero um incremento no turismo esportivo,  de sol e mar e de negócios após a Copa", afirma o executivo.

Arena

A Best Western não é a única grande rede a desembarcar em Natal. A rede Accor, também presente em 90 países e com mais de 4,2 mil hotéis, está construindo um hotel da bandeira Ibis em frente a futura Arena das Dunas. As obras já começaram.

Os brasileiros, porém, trazem cartas na manga. O hotel Reis Magos, envolvido em uma pendência judicial que já durava quase dez anos, recebeu sinal verde para restauração. Prefeitura e Pernambuco S/A entraram em acordo há pouco mais de dois meses. O novo projeto para o hotel, que deve manter as mesmas linhas arquitetônicas e o nome, já foi encaminhado para o BNDES e aguarda aprovação, segundo Artur Percínio, diretor da Pernambuco S/A. "Nosso hotel é para Copa", afirma. O hotel BRA, também envolvido numa pendência judicial, aguarda o desfecho para o caso ainda este ano.

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Qui, 01 de Setembro de 2011 07:59

Governo propõe mínimo de R$ 619,21

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Brasília (AE) - O governo anunciou ontem sua proposta para o Orçamento de 2012, prevendo um aumento de 13,6% do salário mínimo no próximo ano - com o valor passando dos atuais R$ 545 para R$ 619,21. O número foi calculado com base na soma da estimativa de inflação acumulada de 2011 - de 5,7% - e o crescimento real da economia de 2010 - de 7,5%. Essa regra foi formalizada em fevereiro deste ano com a aprovação da Lei 12 382, que definiu que o reajuste, até 2015, vai considerar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses, acrescido do crescimento da economia de dois anos antes. A proposta entregue ontem ao Congresso Nacional pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, também prevê aumento de 8,3% nos investimentos federais, mas queda de 12,96% no orçamento do Minha Casa, Minha Vida.
wilson dias/abrA proposta foi entregue ao Congresso pela ministra Miriam BelchiorA proposta foi entregue ao Congresso pela ministra Miriam Belchior

O governo federal pretende investir R$ 165,3 bilhões no ano que vem, sendo R$ 106,8 bilhões das empresas estatais e R$ 58,5 bilhões com recursos dos ministérios. É um crescimento de 8,3% em comparação com este ano. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terá R$ 111,3 bilhões, sendo R$ 68,7 bilhões das estatais e R$ 42,5 bilhões do chamado Orçamento Fiscal.

A proposta afrouxa os gastos, ao reduzir formalmente a meta de resultado das contas públicas do ano que vem de R$ 139,8 bilhões para R$ 114,2 bilhões. Não há previsão de maior poupança do governo, uma vez que as despesas crescerão mais do que as receitas. O primeiro grupo aumentará 9,8% na comparação com 2011 e o segundo, 8,9%. Apesar dessas evidências, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, reafirmou o compromisso do governo com maior rigor no gasto público.

As contas de 2012 são baseadas numa premissa questionável: a de que a economia brasileira crescerá 5% no ano que vem. Essa estimativa infla a projeção de receitas e, assim, permite acomodar um maior volume de despesas. Para que ela se confirme, porém, será necessário que o País acelere num quadro de retração da economia mundial. Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) terá uma expansão entre 4% e 4,5%, segundo tem afirmado Mantega. Miriam explicou que o dado reflete "o momento que estamos vivendo". Ou seja, ela não incorpora a possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos e na Europa. O dado, explicou a ministra, leva em conta o crescimento potencial do PIB brasileiro. A proposta do Orçamento federal de 2012 é de R$ 2,2 trilhões, dos quais R$ 1,5 trilhão referem-se ao orçamento fiscal, R$ 588 bilhões à seguridade social e R$ 106,8 bilhões, aos investimentos das empresas estatais. A peça incorpora tudo o que o governo gastará no ano que vem, sendo a maior parte referente à rolagem da dívida pública.

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Seg, 29 de Agosto de 2011 07:49

RN terá de correr, para decolar, na esteira do aeroporto

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Alguém vai aproveitar as oportunidades que você perdeu". A frase do dramaturgo inglês William Shakespeare soa familiar para quem conhece a economia do Rio Grande do Norte. O RN já viu isso ocorrer, pelo menos, duas vezes, quando perdeu a refinaria de petróleo para Pernambuco e quando ficou fora  da Transnordestina, ferrovia que atravessa três estados na Região. Com o leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, arrematado por um valor três vezes maior que o estipulado, o estado tem a chance de compensar todas as perdas e se transformar numa plataforma de exportação e importação dentro do País. Para isso, porém, precisará corrigir falhas antigas. Só assim, dizem estudiosos, poderá atrair  investimentos e potencializar os  negócios já existentes.

Antes do leilão, o governo depositava toda a sua confiança no consórcio que arrematou o novo aeroporto. O Inframérica, porém, já avisou que vai priorizar a construção dos terminais. Atrair novos negócios estaria fora dos planos do consórcio, pelo menos neste primeiro momento. Para José Antunes Sobrinho, CEO (espécie de diretor executivo) da Engevix, parceira no consórcio vencedor, não seria necessário atrair novos negócios para o entorno. Para ele, o aeroporto em si é o negócio.

Segundo a empresa, o terminal atenderá todas as especificações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para um aeroporto de médio porte. Terá cinco terminais de embarque e desembarque em dois níveis; estacionamento e acessos internos ligando o local ao sistema viário da cidade. Como o projeto só será elaborado após assinatura do contrato, como esclarece o próprio consórcio, ainda não dá para dizer exatamente o que haverá. Entretanto, hotéis e shopping centers estão descartados, ao menos, neste primeiro momento. "Vamos ter o mesmo o que tem nos aeroportos internacionais", afirma o executivo.

A colocação de Sobrinho vai de encontro aos planos para a região e deixa o governo em alerta. Sem o braço do consórcio, pelo menos nesta primeira fase voltado a construção dos terminais, o governo teria de captar investimentos sozinho. Os investidores, entretanto, só viriam se encontrassem um ambiente favorável aos negócios, como um porto competitivo e boas estradas para escoar a produção.

Para Flávio Azevedo, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), "o RN já perdeu várias oportunidades. Se não se movimentar, perderá esta como perdeu a refinaria e a rota da transnordestina". Por ser multimodal, o aeroporto receberá grande volume de carga. A mercadoria, diz Flávio, chegará em grandes aviões e será escoada em aviões de médio e pequeno porte, caminhões, trens e embarcações.

"Não temos como integrar nossa malha ferroviária com o restante do País, porque a Transnordestina está passando longe do RN. Temos que nos concentrar em ligar os acessos à BR 101. Também temos que cuidar do nosso porto. Mesmo que amplie sua estrutura, ele não estará preparado para fazer parte desta rede multimodal. É preciso construir um porto 'graneleiro' (capaz de escoar minério, por exemplo) em Porto do Mangue, próximo a região produtora. Além disso, é preciso operacionalizar o Terminal Pesqueiro, que precisa de alguns ajustes, incluindo sua ligação com a rodovia. Também temos que implantar a ZPE de Macaíba", enumera Azevedo.

Para o diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e titular da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa, Demétrio Torres, "o RN já perdeu demais". "Por que perdemos a refinaria de petróleo? Por que ficamos fora da rota da Transnordestina? Não tem como ficar perdendo os grandes investimentos por falta de infraestrutura. O Estado já perdeu demais. E digo mais, a gente perdeu o melhor momento da economia mundial".

ZPE deve complementar estrutura

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Macaíba, área de livre comércio onde empresas produzem e exportam com isenção de tributos, e o aeroporto de São Gonçalo do Amarante podem transformar o estado num dos maiores pólos exportadores do Nordeste. A ZPE, como explica Flávio Azevedo, presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), já foi 'juridicamente constituída' e está com todos os projetos aprovados, incluindo o alfandegário. Resta construir o complexo que abrigará as empresas e atrair investidores.     Por enquanto, a ZPE está vazia "como um hotel sem hóspede", afirma Flávio. Para 'povoar' a ZPE "é preciso fazer as malas e partir para o mundo em busca dos investidores", afirma Flávio. "E Isso não se faz com uma simples conversa. É preciso convidar os investidores para conhecer o estado, visitar o país deles, realizar seminários no RN", orienta. Segundo ele, não adianta começar a construir o complexo que abrigará as empresas, se não tem cliente para colocar lá.

Atualmente, o Distrito Industrial e o Centro Industrial Avançado de Macaíba (CIA), fatores levados em consideração na hora de escolher a localização da ZPE, comportam empresas do setor de alimentos, informática, têxtil e material para produção de produtos e fica a  poucos quilômetros de São Gonçalo.  A expectativa é que a quantidade de empresas aumente ainda mais com a implementação da ZPE. Segundo Flávio, ZPE e aeroporto de São Gonçalo são peças de uma mesma engrenagem. Para que o conjunto funcione, é preciso que cada peça desempenhe sua função e trabalhe de forma integrada.

Atrair negócios é papel do Estado, diz especialista

É o governo do estado quem tem que atrair investimentos, caso queira que a região cresça e que o aeroporto se transforme numa plataforma de exportação e importação dentro do País. Caso contrário, a própria operação do aeroporto será afetada. A afirmação é do especialista aeroviário Guilherme Amaral, que acompanha de perto o processo de desestatização dos aeroportos brasileiros. "Negócios no entorno são benéficos para o aeroporto, mas viabilizá-los não é papel do consórcio. É papel do governo", afirma.  "Seria um absurdo colocar esta responsabilidade nas mãos do consórcio", complementa.

Se quiser que São Gonçalo se transforme num 'hub' de cargas e passageiros, afirma o especialista, o governo terá de trabalhar para atrair as grandes indústrias e prestadoras de serviço. "As chances desse aeroporto gerar receita e justificar o investimento serão pequenas se não houver grandes negócios na região", justifica o especialista. O aeroporto, se construído da forma como está sendo planejado, atrairá, por si só, grandes empresas. Mas ele sozinho não basta. É preciso criar uma política de incentivo fiscal, investir em infraestrutura, capacitar mão de obra. "Um estado deficiente em infraestrutura não pode sobreviver a base de um aeroporto", defende.    

Sem condições favoráveis às empresas, o aeroporto pode acabar vazio e frustrar as expectativas do estado, que vê em São Gonçalo do Amarante a chance de transformar o estado na porta de entrada do Brasil, e do consórcio, que apostou alto no projeto, pagando o triplo do valor estipulado para a concessão. O trabalho do governo não acaba com  a concessão do aeroporto, relembra Guilherme. Pelo contrário, só começa. Acomodar-se, alerta o especialista, é perigoso. "A acomodação pode levar ao fracasso do aeroporto", resume.

"O Rio Grande do norte tem uma grande oportunidade na mão. Mas para aproveitá-la é necessário muito investimento. De nada adianta carregar e descarregar mercadorias vindas do exterior, se caminhões vindos de outros municípios e regiões do País não conseguirem entrar ou sair do aeroporto. Não adianta ter ligação com a Europa, se não há ligações com o Brasil. O aeroporto precisa se comunicar com o restante do País", afirma. O poder público, segundo Guilherme, precisa assumir a responsabilidade pelo projeto e cumprir seu papel. "O consórcio pode até querer investir em outras áreas, mas o grande negócio dele será a construção e operação do aeroporto e ponto. Ele não é responsável por trazer mais nada", conclui.

Acessos deverão ser concluídos no final de 2013

O governo do estado corre para construir os acessos ao aeroporto, que, por enquanto, mais parece uma ilha em meio ao matagal. De tudo que está previsto no projeto, só a pista de pouso e decolagem está pronta, segundo a Infraero. A expectativa é que o ritmo das obras, até o momento conduzidas pela Infraero, acelere com a concessão do aeroporto à iniciativa privada. Embora ainda não tenha assinado o contrato, o que só deverá ocorrer em novembro, se não houver nenhum entrave, o consórcio que venceu o leilão já planeja terminar a obra antes do prazo, embora não garanta cumprir a promessa feita em rede nacional.

Segundo o diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem e titular da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa, Demétrio Torres, os acessos ao aeroporto de São Gonçalo foram licitados no início de 2010 e as obras devem começar até início outubro. A ideia é concluir os acessos até dezembro de 2013 - antes, portanto, da conclusão do aeroporto. Dos R$76 milhões necessários às obras, o governo, conforme explica Demétrio, garantiu R$15 milhões (recurso previsto no projeto Pac da Copa). Licitado de uma única vez, o projeto se divide em dois blocos: o bloco 1 liga o aeroporto à Zona Norte de Natal e ao município de Ceará Mirim, Região Metropolitana. E o bloco 2, à Mossoró e Fortaleza, no Ceará. "O governo está ciente de que precisa investir em infraestrutura para atrair grandes investimentos", afirma Demétrio. Segundo ele, de nada adianta estimular a produção no interior e construir um bom aeroporto próximo a capital, se a produção não conseguir chegar ao aeroporto. "Portos, aeroportos, ferrovias, estradas. Todos estes modais precisam estar interligados para que a gente dê condições e estimule a chegada de novas empresas. Essa é a visão do governo. As dificuldades não são pequenas, mas a gente está voltado para isso", afirma.

Bate-papo: José Antunes Sobrinho » CEO (espécie de diretor executivo) da Engevix, componente do Consórcio Inframérica na concessão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante
"O Aeroporto, em si, é o negócio"

Quais os planos do consórcio para a área do aeroporto? Que tipo de negócios o consórcio quer atrair?

Agora estamos focados no terminal. A gente vai estudar as outras possibilidades mais na frente.

Mas vocês pensam em atrair hotéis, indústrias, shoppings  centers?

Nós não sabemos. Não estudamos isso. Não geramos nosso modelo baseado em outras atividades. Nós nos concentramos no terminal e nas receitas do terminal.

Concluir o que está previsto para depois incrementar...

Entender primeiro, eu diria.

Alguns especialistas dizem que construir apenas um aeroporto naquela região não basta. Seriam necessários vários outros negócios no entorno. O consórcio concorda com esta colocação?

Não.

Não concorda? Por que não?

Porque achamos que o aeroporto em si é o negócio. Claro, se houver outros negócios que gerem renda, ótimo. Mas nossas receitas foram baseadas no terminal. Vamos tirar receita dos espaços alugados dentro do terminal. Não estamos falando de hotéis, shopping centers. Vamos ter o mesmo o que tem nos aeroportos internacionais. Não geramos receita com hotéis ou coisas assim.

Qual a taxa de retorno prevista para o negócio? Na última entrevista concedida à Tribuna, logo após o leilão, o senhor disse que antes de divulgá-la precisaria pedir autorização os parceiros. O senhor já os consultou?

(Silêncio). Olha, em valor real, sem inflação, a taxa está estimada em torno de 9% a 10%.

Numa das entrevistas concedidas logo após o leilão, o senhor disse que a Engevix procurava alguém e a Corporación procurava alguém e aí houve esse casamento. Pergunto: Quem encontrou quem primeiro?

Ótima pergunta. Mas eu não sei te responder. Acho que acabamos sendo apresentados.

Mas como foi esse primeiro contato?

A Engevix precisava de um operador.  Sabíamos que os argentinos tinham vencido a licitação para operar vários aeroportos e que os aeroportos andavam bem. Achamos melhor um parceiro latino-americano que um europeu. O latino-americano está mais próximo de nossa cultura e de nossos custos.

Antes desse 'casamento' entre Engevix e Corporación América, a Engevix chegou a 'flertar' com outras empresas?

Contatos. Nada muito forte.

Poderia citar os nomes? Dizer se são nacionais ou estrangeiras?

Estrangeiras. Não me recordo dos nomes.

De algum país específico?

Não me recordo.

Saberia dizer o que aconteceu com essas empresas? Se entrarão sozinhas na disputa pelas próximas concessões?

Empresas que operam aeroportos europeus devem se interessar pelas grandes concessões.

Por que o casamento com essas outras empresas, que o senhor não recorda os nomes, não deu certo?

Essas empresas europeias, que operam os grandes aeroportos, estão interessados em aeroportos muito maiores (que o de São Gonçalo do Amarante, considerado de médio porte pelo consórcio).

A Engevix não poderia entrar na disputa sozinha? Precisava realmente desse parceiro?

Ah não, nós não entraríamos sozinhos. Nós não temos expertise de operação. Nem de operação nem de comercialização. Isso eles (a Corporación) sabem porque operam 46 aeroportos. Nós nunca entraríamos sozinhos.

Sua resposta já abre caminho para a próxima pergunta. Casamento, ao menos para mim, passa ideia de complementariedade. É isso o que ocorre com esta parceria?

É assim mesmo. Nós compreendemos muito bem de projetos de construção de aeroportos. Eles compreendem muito bem de operação de aeroportos e comercialização.

O senhor já tinha anunciado o interesse em disputar as próximas concessões dos aeroportos. Poderia nos dizer quais aeroportos estariam no radar do consórcio?

Vamos examinar primeiro os editais.

Mas vão entrar na disputa?

Vamos esperar.

Mas não vai dizer nem se vai participar?

Bom, cada aeroporto é um negócio. Não é uma concessão de aeroportos em blocos (como ocorreu na Argentina). Pode ser que um aeroporto médio (como é o caso do aeroporto de São Gonçalo do Amarante) seja mais interessante que um grande aeroporto. Também não sabemos como a Infraero vai participar. Vamos olhar cuidadosamente.

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Sex, 26 de Agosto de 2011 07:55

Exame comprova situação de calamidade no ensino

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São Paulo  - Metade das crianças brasileiras que concluíram o 3º ano (antiga 2ª série) do ensino fundamental em escolas públicas e privadas não aprendeu os conteúdos esperados para esse nível de ensino. Cerca de 44% dos alunos não têm os conhecimentos necessários em leitura; 46,6% em escrita e 57%, em matemática. Isso significa que, aos 8 anos, elas não entendem para que serve a pontuação ou o humor expresso em texto; não sabem ler horas e minutos em um relógio digital e calcular operações envolvendo intervalos de tempo; não identificam um polígono nem reconhecem centímetros como medida de comprimento.
arquivoEscolas precisam tomar medidas para reforçar ensino fundamentalEscolas precisam tomar medidas para reforçar ensino fundamental

"Esse panorama mostra que a exclusão na educação, que deveria servir como um mecanismo compensatório das diferenças socioeconômicas, começa desde cedo", afirma Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação. "A grande desigualdade que tende a se agravar no ensino médio já se faz presente nos primeiros anos do fundamental. Isso é visível nas diferenças entre as regiões do País."

Os resultados descritos são da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) e foram divulgados ontem. A prova, conforme a reportagem adiantou em dezembro, é uma nova avaliação nacional organizada pelo Todos Pela Educação, Instituto Paulo Montenegro/Ibope, Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). É a primeira vez que são divulgados dados do nível de alfabetização das crianças ao final do ciclo.

A prova foi aplicada no começo deste ano para 6 mil alunos de 250 escolas apenas das capitais. Somente uma turma por unidade foi sorteada para participar e cada aluno resolveu 20 questões de múltipla escolha de leitura ou de matemática. Todos fizeram a redação, que teve como proposta escrever uma carta a um amigo contando sobre as férias.

Os resultados, divulgados por regiões, estão nas escalas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para leitura e matemática. O nível de 175 pontos foi estipulado como a pontuação que representa que o aluno aprendeu os conteúdos exigidos para a série.

Os dados da Prova ABC mostram que há diferenças bruscas entre as regiões do País - em algumas, menos de um terço dos estudantes aprendeu o mínimo. É o caso da Região Norte, onde apenas 21,9% dos alunos das escolas estaduais e municipais cumpriram a expectativa de aprendizado em matemática. No Nordeste, essa taxa é de 25,2% para a disciplina e de 21,3% em escrita na rede pública. "No caso de matemática, que tem a situação mais grave, mesmo a Região Sul, que apresenta a melhor taxa, ainda tem um número baixo: 55% dos alunos aprenderam os conteúdos previstos", exemplifica Ruben Klein, consultor da Cesgranrio.

Ele destaca que mesmo entre as escolas particulares essa diferença regional se impõe. Enquanto a rede privada nordestina teve média de 67,7 - numa escala de 0 a 100, onde o ideal foi considerado o nível 75 -, a rede privada do Sudeste alcançou 96,7 e, a do Sul, 87,5. A nota da Região Nordeste indica que os alunos apresentam deficiências na adequação ao tema e ao gênero do texto, na coesão e na coerência e também possuem problemas de pontuação e grafia.

João Horta, do Inep, acredita que os dados podem servir para a formulação de políticas públicas. "A partir do momento que identificamos as dificuldades, podemos gerar metas para tentar reverter essa situação, que é preocupante", afirma ele, que acredita que a educação integral pode ajudar a solucionar o quadro."

Fonte:Tribuna do Norte
   

Escrito por Cabugi Sex, 26 de Agosto de 2011 07:47

CEF espera financiar R$ 2 bilhões

Atenção, abrir em uma nova janela. PDFImprimirE-mail

A Caixa Econômica Federal calcula um incremento de 42,8% no volume financiado dentro do programa Minha Casa, Minha Vida no Rio Grande do Norte. O valor financiado, de acordo com Roberto Linhares, superintendente da Caixa no RN, pode chegar a R$2 bilhões na segunda fase do programa, que entrou em vigor no início de agosto.
aldair dantasNa segunda etapa, o Minha Casa Minha Vida prevê a construção de 14,7 mil moradias voltadas para quem tem renda de até R$ 1,6 milNa segunda etapa, o Minha Casa Minha Vida prevê a construção de 14,7 mil moradias voltadas para quem tem renda de até R$ 1,6 mil

Atualmente, quase oito em cada dez imóveis analisados pela Caixa no RN estão enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida. Do total de 20.606 unidades habitacionais sob análise, 15.892 estão enquadradas no programa, que tem como objetivo reduzir o déficit habitacional em todas as faixas de renda. Na primeira fase do programa no estado, o valor financiado chegou a R$1,4 bilhão.     A superintendência da Caixa divulgou o balanço da primeira fase e anunciou os números da segunda ontem, durante evento realizado em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no RN. Desde o início do mês, o banco já financiou 6.853 imóveis, aplicando R$450 milhões no estado.

Dentro da primeira fase do programa, o banco financiou 16,1 mil unidades habitacionais no Rio Grande do Norte, sendo  8,8 mil voltadas para quem recebe até R$1,6 mil (enquadrado, portanto, na faixa 1 de renda). Na 2ª fase do programa, serão 14,7 mil moradias voltadas para esta faixa, 67% a mais. Não há limite para financiamentos nas faixas 2 e 3, para quem recebe entre R$2,7 mil e R$5 mil. O público-alvo continua sendo as famílias que recebem até R$1,6 mil por mês. No País, 60% dos imóveis serão destinados para este público.

Não é apenas o número de moradias voltadas para esta faixa que aumentou na segunda fase do programa. A dificuldade para encontrar terrenos em áreas que ofereçam mínimas condições de infraestrutura, como saneamento, pavimentação, água, luz, escola, posto de saúde (pré-requisitos da Caixa) também, afirma Carlos Luiz Henrique, diretor de comunicação e marketing do Sinduscon/RN. "O desafio vai ser ainda maior  na segunda fase", resume. Arnaldo Gaspar Júnior, presidente do Sinduscon/RN, concorda. Para ele, entretanto, a dificuldade em encontrar terrenos está mais ligada às restrições do plano diretor de Natal (que regulamenta a ocupação do solo urbano) do que com a falta de terrenos.

Na capital, nenhum empreendimento voltado para as famílias que recebem até R$1,6 mil por mês foi contratado ainda. Atualmente, há um projeto em análise no bairro do Planalto. O ritmo das contratações também é alvo de críticas. Para Waldemir Bezerra, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis, é preciso dar mais celeridade às contratações. "O período de contratação tem sido muito longo. Algumas contratações demoram até seis meses".

A Caixa ampliou o prazo de entrega da moradia de 12 para 18 meses, incluindo 3 meses para legalização do imóvel. A notícia foi bem recebida pelos construtores, que agora terão mais tempo para entregar o imóvel. Além de ampliar valor de investimento, quantidade de imóveis, e prazo de entrega, o governo também autorizou mudanças na estrutura das moradias, como ampliação da área.

Fonte:Tribuna do Norte
   

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